segunda-feira, 11 de maio de 2015

RETRATO DA EVOLUÇÃO DO EMPREGO POR NÍVEL DE ATIVIDADES - JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO 2014/2015





CAMPOS DOS GOYTACAZES – JANEIRO/2014
EVOLUÇÃO DO EMPREGO POR NÍVEL SETORIAL

Setor
Admitidos
Desligados
Saldo
Extr. Mineral
4
6
-2
Ind. Transf
246
289
-43
Serv. Ind. UP
23
28
-5
Constr. Civil
615
424
191
Comércio
869
1.293
-424
Serviços
790
929
-139
Administração Pública
0
0
0
Agropecuária
52
62
-102.
Total
2.599
3.031
-432
FONTE: MTE -CAGED/2014

Em janeiro de 2014, o setor de comércio, foi o que mais gerou empregos com a carteira assinada no município e também o que mais demitiu.
O único setor que apresentou saldo positivo na geração de empregos em janeiro de 2014, foi o da construção civil.
No total de geração de empregos do mês, ocorre uma perda de 432 empregos, com a carteira assinada no município.

  


CAMPOS DOS GOYTACAZES – JANEIRO/2015
EVOLUÇÃO DO EMPREGO POR NÍVEL SETORIAL

Setor
Admitidos
Desligados
Saldo
Extr. Mineral
1
1
0
Ind. Transf
186
289
-103
Serv. Ind. UP
20
36
-16
Constr. Civil
490
499
-9
Comércio
744
1.131
-387
Serviços
890
1.067
-177
Administração Pública
0
1
-1
Agropecuária
25
206
-181
Total
2.356
3.230
-874
FONTE: MTE – CAGED/2015

Em janeiro de 2015, o setor que mais gerou emprego foi o setor de serviços e o setor que mais demitiu foi o setor de comércio. Todos os setores neste mês, ficaram com o saldo negativo no emprego, ou seja, em janeiro de 2015, o município não gerou empregos. Inclusive, ao comparar com o saldo líquido total do mês de janeiro de 2014 com o saldo total líquido de 2015, verifica-se que o desemprego se elevou em 442 trabalhadores, em termos absolutos.


CAMPOS DOS GOYTACAZES – FEVEREIRO/2014
EVOLUÇÃO DO EMPREGO POR NÍVEL SETORIAL

Setor
Admitidos
Desligados
Saldo
Extr. Mineral
9
7
2
Ind. Transf
356
310
46
Serv. Ind. UP
71
31
40
Constr. Civil
763
553
210
Comércio
989
965
24
Serviços
1.007
907
100
Administração Pública
0
0
0
Agropecuária
137
67
70
Total
3.332
2.840
492
FONTE: MTE -CAGED/2014

Em fevereiro de 2014, ocorre geração de empregos em todos os setores de atividades. O que mais gerou emprego foi o de serviços, como pode se observar acima. O  setor que mais desempregou foi o de comércio. No total geral, o município fica com o saldo positivo, ou seja, ocorre geração de empregos de 492 trabalhadores com a carteira assinada.



CAMPOS DOS GOYTACAZES – FEVEREIRO/2015
EVOLUÇÃO DO EMPREGO POR NÍVEL SETORIAL

Setor
Admitidos
Desligados
Saldo
Extr. Mineral
1
3
-2
Ind. Transf
195
252
-57
Serv. Ind. UP
16
261
-245
Constr. Civil
379
516
-137
Comércio
684
907
-223
Serviços
927
811
116
Administração Pública
0
0
0
Agropecuária
17
39
-22
Total
2.219
2.789
-570
FONTE: MTE-CAGED/2015

Em fevereiro de 2015, o único setor de atividades que gerou empregos no município foi o de serviços, cujo o saldo líquido ficou em 116 empregos, também sendo o setor que liderou a geração de empregos com a carteira assinada. O que mais demitiu foi o setor de comércio, com 907 trabalhadores desligados. O saldo líquido total do mês de fevereiro de 2015, ficou negativo em 570 empregos, contra o saldo líquido positivo de fevereiro de 2014, de 492 empregos.
Ressalta-se que a curva de geração de empregos em 2015, no setor da construção civil é negativa em 137 empregos. 



CAMPOS DOS GOYTACAZES – MARÇO/2014
EVOLUÇÃO DO EMPREGO POR NÍVEL SETORIAL

Setor
Admitidos
Desligados
Saldo
Extr. Mineral
11
19
-8
Ind. Transf
272
351
-79
Serv. Ind. UP
5
24
-19
Constr. Civil
761
531
230
Comércio
934
1.085
-151
Serviços
1.165
1.064
101
Administração Pública
0
0
0
Agropecuária
90
70
20
Total
3.238
3.144
94
FONTE: MTE-CAGED/2014

Em março de 2014, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos com a carteira assinada e o setor que mais demitiu foi o comercial. O setor de construção civil, encerrou o mês de março com o saldo positivo de 230 empregos com a carteira assinada e o de serviços com 101 empregos, saldo positivo.
No total  do mês de março de 2014, foram gerados 94 empregos formais ou com a carteira assinada.  



CAMPOS DOS GOYTACAZES – MARÇO/2015
EVOLUÇÃO DO EMPREGO POR NÍVEL SETORIAL

Setor
Admitidos
Desligados
Saldo
Extr. Mineral
8
7
1
Ind. Transf
217
406
-189
Serv. Ind. UP
7
48
-41
Constr. Civil
533
511
22
Comércio
890
1.010
-120
Serviços
1.200
975
225
Administração Pública
0
0
0
Agropecuária
22
145
-123
Total
2.877
3.102
-225
FONTE: MTE-CAGED/2015

No mês de março de 2015, o setor de serviços é o que mais gera empregos, 1.200 com a carteira assinada. O setor de comércio foi o que mais demitiu, 1.010 empregos, produzindo um saldo negativo de 120 empregos a menos. O setor da construção civil continua sem fôlego, gerando apenas um saldo positivo de 22 empregos, contra o saldo positivo de março de 2014 de 230 empregos. Uma queda em termos de variação percentual entre 2014/2015, no setor da construção civil de 90,43%, ao comparar o mês de março de 2014 com o mês de março de 2015. Preocupante, por ser um setor intensivo em mão de obra, portanto, com maior sensibilidade as mutações econômicas.
No total do mês de março de 2015 a geração de empregos é negativa em 225, ou seja, o município destruiu empregos ao invés de gerar. Ao contrário do mês de março de 2014, quando o saldo de geração de empregos com a carteira assinada ficou positivo em 94 empregos, conforme pode-se verificar através das tabelas acima.   






domingo, 10 de maio de 2015

TERCEIRIZAÇÃO!

Terceirização

O fenômeno denominado de terceirização da mão de obra, surgi no mundo, em virtude do esgotamento do processo de produção em massa, ocorrido nos países ricos, no final da década de sessenta. Este modelo era    conhecido também como fordismo, em razão da sua rigidez no que tange a escala de produção, tendo em vista que cada empresa, deveria produzir todos os componentes pertinentes a sua linha de produção.

Ao perceberem a necessidade da elevação na produtividade, tais organizações empresariais, começaram a fragmentar ou a terceirizar, à outras unidades empresariais, os módulos de produção, que fossem possíveis e viáveis economicamente. Essa nova metodologia de produção, ao se espalhar pelo mundo, através das empresas multinacionais, passou a ser conhecida como toyotismo.

No caso do Brasil, as terceirizações ganham força efetivamente a partir do momento em que ocorre a eleição do presidente da República, Fernando Collor de Mello, em quinze de março de 1990, quando se implementou o inesquecível projeto neoliberal, engendrado pelo Consenso de Washington nos Estados Unidos da América, que trouxe no seu bojo, as privatizações das empresas públicas brasileiras, juntamente com a visão do estado mínimo, e o ditame da melhoria da competitividade das economias, que adotassem tal receituário.

Como consequência desta conjuntura de reengenharia  econômica, termo muito utilizado nos anos noventa, faz com que o  desemprego se eleva, e os trabalhadores foram instados a buscar alocação no mercado de trabalho, nas empresas terceirizadas, a qualquer custo, como a única alternativa de sobrevivência,  visto que dentro deste cenário, ocorre naturalmente o desequilíbrio dos polos de contração da mão de obra, com o empregador  ficando numa posição de privilégio e poder maiores do que o trabalhador.

Ao se refletir, sobre o polêmico projeto que ora tramita pelo Congresso Nacional, sobre a terceirização da mão-obra, agora no Senado Federal, a parte que mais chama a atenção e desperta debates acalorados, diz respeito a empregabilidade da atividade fim da empresa. Caso ela seja aprovada pela casa revisora, o Senado, com toda a certeza a classe trabalhadora deste país, seja de qualquer categoria, terão profundas dificuldades na sua relação trabalhista, decorrente da precarização das relações de trabalho, como não é novidade para ninguém, uma dessas causas reside no aparato fiscalizador do Brasil, o Ministério do Trabalho, pois ele ainda deixa muito a desejar. A categoria que não possuir sindicato forte ficará numa condição bastante desfavorável.

Importante salientar, o modelo neoliberal possui na sua essência, o germe nefasto do enfraquecimento da mão-obra, coloca-a apenas como simples fator de produção, mero componente de uma estrutura de custo empresarial, o que tira totalmente, a dignidade humana da força de trabalho. Não a considera como recurso humano, como se costuma tratá-la teoricamente, nas grandes corporações. Vale somente a lei do mercado.

Basta verificar que a partir de 1990, o setor público brasileiro usou e abusou das terceirizações, nas diversa escalas de poder, seja o municipal, seja o estadual e seja federal, em detrimento da categoria do servidor público.  Por estas e outras razões, deve-se ficar vigilante em relação ao projeto de Lei das Terceirizações, que encontra-se sob a batuta do imaculado e reserva moral deste Brasil varonil, o senador Renan Calheiros. Vamos aguardar o final desta conturbada novela.    

José Alves de Azevedo Neto
Economista

                   


sábado, 2 de maio de 2015

AUSTERIDADE MONETÁRIA - TAXA SELIC SUBINDO !



Austeridade Monetária

Dentro da perspectiva de combate a insistente e crescente inflação, neste conturbado ano de 2015, cujo o patamar dos últimos doze meses chega a 8,13%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), extrapolando o limite superior da meta inflacionária, quando na verdade   o seu núcleo pré-estabelecido, restringe-se a 4,5% ao ano, com a possibilidade de gravitar em mais dois ou menos dois por cento.

O Banco Central do Brasil, percebendo a resistência de queda dos preços relativos, resolve elevar ainda mais, na última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), a taxa de juros Selic para 13,25%, ressalta-se, todavia, que é a mais alta taxa de juros desde o ano de 2008, quando na ocasião o mundo vivia e sofria as consequência amargas, em razão da crise das hipotecas de alto risco dos Estados Unidos.

A implementação deste arrocho monetário, por parte do Banco Central, visa, sim, enfrentar de forma categórica, os aumentos dos preços considerados livres e resistentes, ao atual remédio dos juros altos, ministrado pela equipe econômica, do Joaquim Levy. Esses preços, são àqueles em que a população se depara no momento em que se deslocam de suas respectivas residências, com o destino aos mercados, com o fito de adquirirem os seus bens e serviços, para atenderem as suas necessidades de consumo.

Só que existe um pequeno detalhe, o remédio ácido e insuportável da elevação das taxas de juros, não atacam os efeitos dos preços administrados, como por exemplo, a majoração das tarifas de serviços públicos, principalmente a da energia elétrica, insumo fundamental, no cotidiano das empresas e das pessoas.

O que gera preocupação dentro deste cenário de aprofundamento da política monetária, aliada ao desemprego do mês de março, que ficou em  6,2%, juntamente com custo social que está por vir, será o arrefecimento do nível de atividade econômica, cuja previsão por parte do mercado, reside em  acentuar a forte possibilidade  da  recessão, com o impacto negativo, sobre o produto da economia,  da ordem de 2% ao ano, o que não é do desejo de nenhum brasileiro, sobretudo, o da classe média, que emergiu nos últimos anos, devido a indiscutível distribuição de renda ocorrida. Caso o quadro econômico piore, a aludida classe média, será a que mais sentirá os efeitos perversos desta conjuntura econômica adversa. Infelizmente!    

José Alves de Azevedo Neto
Economia