quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Blog do Roberto Moraes: Technip começa a fazer dispensas no Açu
Blog do Roberto Moraes: Technip começa a fazer dispensas no Açu: No último sábado dia 21 de fevereiro, o blog postou aqui uma nota comentando sobre a redução de investimentos que a empresa francesa Techni...
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
BARRIL DE PETRÓLEO!
Barril
de Petróleo
O
economista americano Daniel Yergin, em entrevista a uma revista brasileira de
grande circulação nacional, fala sobre a conjuntura denominada por ele de nova
era do petróleo. Afirma no ensejo: “que o mundo com barril de 100 dólares ficou
para trás e que apenas as petrolíferas que levarem a sério o desafio da
competitividade vão prosperar”.
Na
opinião dele, doravante, passou a valer a lei do mercado, a oferta e a procura.
Hoje a oferta encontra-se elevada e a Agência Internacional de Energia reduziu
no final de 2014, a demanda das grandes economias do mundo, em cinco vezes,
fato que contribuiu para a queda expressiva do preço do barril de petróleo.
Esperar
que a Arábia Saudita reduza o seu volume de produção não passa de uma ilusão. Seria
ceder espaço no mercado do petróleo, para serem ocupados pelo o Irã e pelo o
Iraque, situação inadmissível, na atual conjuntura, turbulenta do oriente
médio.
Salienta
na entrevista, que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, funcionaram por muitas
décadas, como swing producers, ou seja, são países que detém o poder de definir
os preços dos combustíveis fósseis, aumentando ou diminuindo a sua produção em
razão das suas reservas petrolíferas gigantescas. Agora, o mercado se incumbirá
de buscar o seu próprio ponto de equilíbrio. Em resumo, mudaram os níveis de
produção, juntamente, com a geopolítica.
Os
Estados Unidos, dentro da nova era do petróleo, podem muito bem desempenhar o
papel de “reguladores de preços”, que antes eram dos países do Golfo Pérsico. A
extração de óleo e gás do xisto betuminoso e investimentos em tecnologias de
ponta, visando melhorias na competitividade, será a tônica do momento. Exatamente
o que os americanos estão fazendo.
Acrescenta
o ilustre economista:” os Estados Unidos tem um novo papel na regulação do
preço do barril de petróleo e já estão se exercitando nessa área. Em vez de
produzirem 1 milhão de barris adicionais por dia, os Estados Unidos vão
produzir meio milhão em 2015, pois agora planejam a produção em função dos
preços”.
Dentro
da atual perspectiva traçada, pelo economista Daniel Yergin, restam aos países,
aos estados e aos municípios, dependente do petróleo, repensar as suas
estratégias de desenvolvimento econômico, de uma forma séria e não demagógica,
como se assiste, infelizmente, na Bacia Petrolífera de Campos. As velhas e
conhecidas bandeiras, sendo erguidas pelos novos arautos. Que decepção!
José Alves de Azevedo Neto
Economista
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
INFERNO ASTRAL !
Inferno
Astral
Percebe-se
claramente, ao longo deste começo de ano, a dificuldade enfrentada pelo segundo
mandato do governo da presidente Dilma, sob vários aspectos de índole negativa,
sobretudo, ao que tange as articulações políticas que nos últimos dias, constata-se
como uma das piores da história republicana. O Fato que simboliza bem a situação
acima, diz respeito a eleição da Presidência da Câmara Federal, elegendo o
deputado federal do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Cunha. Numa derrota
retumbante do Palácio do Planalto.
Outro
fato que vem criando uma celeuma imensa no Congresso Federal, relaciona-se a
aprovação do ajuste fiscal, que retira da classe trabalhadora direitos importantes
conquistados legalmente ao longo do tempo, inclusive, com a bancada petista no
Congresso Nacional, resistindo em aprová-las. O que não constitui novidade
alguma, uma vez que após o governo federal arrombar o caixa da União, ele
resolve agora, para variar e não fugir à regra dos governos de formação
política reacionária, convidar os mesmos de sempre, à pagarem às contas, os
trabalhadores, que efetivamente formam a base eleitoral da nossa presidente.
Lamentável!
Verifica-se
dentro deste contexto de ansiedade, com o fito de conter e equilibrar os gastos
públicos, uma repetição por parte dos formuladores da política econômica, de
quererem penalizar mais uma vez, àqueles que auferem rendas menores, os
assalariados, em detrimento das camadas sociais, em que a renda no Brasil está
mais concentrada. Através de elevações sucessivas de impostos e preços
administrados (luz, água, combustíveis, etc.).
Não
se vê atualmente como também não se viu em anos anteriores os sucessivos
governos, se esforçarem em aprovar junto ao Congresso Nacional uma reforma
tributária, que alivie aos recebedores de menores rendas. O que se presencia,
infelizmente, são elevações de impostos sobre àqueles, que já não suportam
tanto, a carga tributária, hoje existente no Brasil.
O
pior desta conjuntura, reside na afronta ou acinte a sociedade, verificada na
publicação dos balanços patrimoniais dos bancos brasileiros, que fecharam as
suas contas de 2014, com a chave de ouro, ostentando lucros astronômicos. E que
de certa forma não serão incomodados como os trabalhadores estão sendo agora
pelo governo Dilma, em relação ao cruel garrote tributário. Para esclarecer
melhor aos leitores, os bancos pagam hoje de Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL), apenas 15%. O governo federal poderia colocar no seu pacote de
maldades fiscais, uma majoração de 15% para 20%, neste tributo, pago pelos
bancos. Tenho certeza absoluta, que um aumento de 5%, na tributação de agentes
econômicos, que navegam em mares de opulência financeira, em contradição, ao
país miserável e injusto como o nosso, não ficaria caro para eles. Como ficará
a conta a partir de agora, para os trabalhadores.
Por
derradeiro, ressalto todavia, que a despeito da complexidade política do país e
desordem das contas públicas e do remédio amargo que está por vir, considero
injustificável, a campanha feita pelas redes sociais e alguns jornais do
Brasil, pedindo o “impeachment” da presidente Dilma. Reputo como um
despropósito, tendo em vista que não está provado nenhuma conduta criminosa contra
ela.
A
presidente foi eleita pelo voto direto e legítimo do povo brasileiro, dentro do
regime democrático. Quem pode tirá-la do poder seguindo as regras basilares da
democracia, é a população. O voto possui soberania e deve ser respeitado.
Esquecem os arautos do caos, que se por acaso o Congresso votar o “impeachment”,
quem assumirá o cargo de Presidente da República, será o Michel Temer e o Vice-
Presidente da República, passará por força da Constituição Federal, a ser o
Presidente da Câmara, o deputado federal Eduardo Cunha. “Nada é tão ruim que
não se pode piorar”. Ou não? Acredito na democracia e não tenho saudades dos
anos de chumbo. Feliz carnaval para todos!
José Alves de Azevedo Neto
Economista
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
O
Paraíso Acabou
A
população brasileira até o ano de 2014, quando finalizou-se o primeiro mandato
da ilustre presidente Dilma, parecia viver no paraíso do consumo dos bens e
serviços, acreditando sempre nos discursos falaciosos, proferidos pela
inquilina do Palácio do Planalto.
Na
ocasião, a presidente da República, veio à público diversas vezes, anunciar ao
Brasil em cadeia de rádios e televisões, que o país vivia um momento impar da
sua história. Os juros reduziriam
acompanhados das contas de luz, além do mais, todos poderiam comprar
carros zero, pois o seu governo reduziria o imposto sobre produtos
industrializados (IPI), através da tão propalada e nociva no longo prazo, a
renúncia fiscal, prorrogada inúmeras vezes pelo então Ministro da Fazenda, Guido
Mantega, que de uma forma duvidosa e acintosa a toda sociedade brasileira,
divulgava em suas entrevistas que o Brasil, retomaria o crescimento econômico,
com a possibilidade de crescer 4% ao ano. Fato que obviamente se confirmou no
mundo real contrariamente as previsões do ministro, como se verificou. A
palavra de ordem se limitava apenas a uma só frase: vamos consumir!
Todavia,
como nada dura para sempre, sobretudo, os gastos desenfreados dos governos, a
conta pelo aspecto perdulário e irresponsável da indução do crescimento
econômico pela variável consumo, chegou. E todos são concitados agora a
pagá-la, inclusive, ela pesará mais sobre àqueles que mais necessitam das
políticas públicas. Como bem ressaltou em tempos idos, a dama de ferro inglesa
e primeira ministra Margareth Thatcher, “o socialismo dura enquanto o dinheiro
dos outros não acaba”.
Por
conta do descalabro do desequilíbrio significativo das contas públicas
federais, assume o Ministério da Fazenda, o economista de viés ultra ortodoxo,
formado em uma das maiores universidades americanas, escolhido pela presidente
Dilma e ungido pelo nosso guia, o ex-presidente Lula, sob imensas críticas e
veementes protestos de vários petistas, como por exemplo, o da figura emblemática
do Jose Dirceu.
O
indigitado ministro, em outrora fez parte do governo Fernando Henrique Cardoso,
exercia até chegar o convite para ocupar o Ministério da Fazenda, cargo
relevante, na expressiva instituição financeira privada brasileira, o Bradesco,
que no ano de 2014, fechou o seu balanço patrimonial com o lucro líquido de 15
bilhões de reais. Não precisa se dizer mais nada ou precisa?
Após
a sua posse bem concorrida em Brasília, o Joaquim Levy, anuncia à nação o seu
pacote de maldades sem hesitação, de acordo com o que determina o receituário
da ortodoxia econômica. São elas: a volta da contribuição de intervenção no
domínio econômico (Cide) sobre os combustíveis (que estava zerada e doravante
passou para 22 centavos no caso da gasolina e 15 centavos no caso do diesel, o
que deve gerar uma receita extra de 14 bilhões de reais ao ano), o aumento do
imposto sobre operações financeiras (IOF) nas operações de crédito (que vai
passar a somar ao 0,38% estabelecido com o fim da CPMF uma alíquota de 3%, ao contrário
da anterior, de 1,5%, o que resultará em um ganho de 8,3 bilhões anuais), além
do aumento do PIS/Cofins sobre produtos importados (que passará de 9,25% para
11,75%) e o IPI sobre o segmento de cosméticos.
Agrega-se
ao contexto de maldades, cortes de gastos ministeriais, a mudança de regras na
concessão do seguro-desemprego e a volta da cobrança do IPI sobre automóveis e
itens ligados a produção da linha branca, como fogões, geladeiras e etc. Além
da não correção da tabela que estabelece as diferentes faixas de tributação do
imposto de renda.
Por
derradeiro, diante deste contexto, fico à vontade para asseverar que o paraíso
tão bem divulgado, pelo governo Dilma, era apenas uma fantasia, um engodo, para
faturar o segundo mandato, como ocorreu. Resta-nos a partir desta triste e
frustrante realidade, dizer que o inferno chegou com a possibilidade de apagões
na área de energia, recheado com a crise por falta de planejamento, da água.
Viva o Brasil!
José
Alves de Azevedo Neto
Economista
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Rendas
Erráticas
Como
não bastasse a queda dos preços internacionais do petróleo, que ora afligem de
forma frontal e categórica a saúde financeira dos municípios dependentes da
exploração do ouro negro. Surge agora uma outra variável no cenário econômico,
que poderá comprometer ainda mais as finanças públicas municipais. O anuncio
por parte da executiva da Petrobrás, no dia vinte nove de janeiro do corrente
ano, da possibilidade de reduzir ao mínimo a exploração petrolífera.
Alegou
na oportunidade a presidente da poderosa estatal a senhora Graça Foster, que
haverá “revisão da carteira exploratória ao mínimo necessário”. O que de certa
forma agrega ao delicado contexto de instabilidade financeira das prefeituras,
uma significativa pitada de preocupação para os gestores públicos municipais, da
bacia petrolífera de Campos.
Reduzir
as metas de exploração, atingem doravante a produção do petróleo, oriunda da
bacia de Campos o que constitui uma séria agravante, pois além dos preços do
petróleo se encontrarem numa curva depressiva, haverá agora a redução da
quantidade de barris explorados. Fato nefasto e danoso para as economias petro-rentistas
fluminense.
O
impiedoso cenário que se avizinha, tudo indica, deverá ocorrer em 2016. A sua
divulgação ocorrerá no final do primeiro semestre de 2015, quando se anunciará
o novo Plano de Negócios da Petrobrás para os próximos anos, o que exigirá
dos prefeitos da região Norte do Estado do Rio de Janeiro, uma intervenção
cirúrgica com viés de austeridade fiscal mais rigoroso e profundo.
Além
da queda da arrecadação da fonte de receitas dos royalties e participações
especiais, também será afetado de forma veemente o índice de participação dos
municípios provenientes da Declan. Documento responsável pela informação da
produção de cada empresa localizada no município, com o fito de apurar-se o
valor adicionado que vigerá no ano subsequente. Tal índice norteia os repasses
do valor do ICMS, para cada ente municipal, haja vista que a maior parte da
produção registrada na Declan, dos municípios petro-rentistas, infelizmente
advém do documento que a Petrobrás, entrega à Secretaria Estadual de Fazenda.
Diante
deste contexto incômodo e adverso, não dá para os prefeitos da bacia
petrolífera de Campos, a partir de agora ficarem brincando de pseudos ajustes
fiscais, através de cortes nos subsídios dos cargos de confiança, achando que
ficaram bem na foto. Tais cortes deverão se estender também aos generosos
contratos, que as respectivas administrações municipais possuem e são
responsáveis por onerar sobremaneira o erário público.
A tesoura da reforma administrativa e fiscal
não deve atingir somente aos mais fracos e deserdados de apadrinhamentos
políticos, mas sim aos poderosos de plantão que conhecemos e sabemos quem os
são. Chega de injustiças e administrações perdulárias dos recurso públicos.
Por
derradeiro, importante salientar que as rendas da exploração do petróleo são
erráticas ou variáveis, como se experimenta amargamente, dentro do atual quadro
que se vive na região e por isso devem ser aplicadas obedecendo ao princípio da
eficiência, o que não se verificou até o presente momento histórico.
Infelizmente!
José
Alves de Azevedo Neto
Economista
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
PARA QUE TANTO DINHEIRO?
PARA QUE TANTO DINHEIRO?
Desigualdade da Renda em Campos Piora
O índice de Gini, criado
pelo matemático italiano Conrado Gini, para mensurar o grau de concentração de
renda, utilizando o parâmetro de zero a um, quanto mais próximo de zero menor a
desigualdade de renda, identifica-se, uma ligeira piora no nível de
desigualdade da renda no município de Campos dos Goytacazes, EXATAMENTE NA DÉCADA EM QUE OS COFRES DA PREFEITURA ESTAVAM ABARROTADOS DE RECURSOS FINANCEIROS DOS ROYALTIES E PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS. GRANDE PARADOXO!
Índice
de Gini da renda domiciliar per capta - Campos dos Goytacazes– 1991, 2000 e
2010
|
1991
|
2000
|
2010
|
|
0,6228
|
0,5750
|
0,5756
|
Fonte: IPEA/2014
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