sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O MONSTRO DE BRASÍLIA!




O Monstro de Brasília

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, afirma que recebeu apenas de uma empreiteira US$ 23 milhões, com o objetivo de facilitar contrato com a Petrobrás, tais recursos encontram-se distribuídos em doze contas na Suíça, paradeiro fiscal do dinheiro público roubado de vários países, sobretudo, o do Brasil. Infelizmente!

No Ministério Público, ele também disse que recebeu em propina R$ 3,5 milhões, somente para não atrapalhar a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, transação que o Tribunal de Contas da União, órgão composto de ministros de reputação ilibada, cuja sede localiza-se em Brasília, em sessão ordinária, isentou de qualquer responsabilidade, diga-se de passagem, ainda por unanimidade, antes do início do atual processo eleitoral de 2014, a ilustre ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, a senhora Dilma Rousseff, hoje nossa brilhante e pessoa de conduta irretocável que ocupa a presidência da República, que talvez por razões de estratégia política, alegou não saber de nada a respeito da aquisição da refinaria.

O que deixa todos perplexos diante deste fato lastimável reside obviamente, na triste e dolorosa realidade do Brasil, onde se paga tantos tributos, para enriquecer ilicitamente, uma meia dúzia de empresários e políticos de plantão que certamente, devem está perdendo o sono ultimamente, com as denúncias do eficiente e competente, funcionário de carreira da Petrobrás, ao Ministério Púbico, escolhido a dedo, para ocupar a diretoria de abastecimento, na gestão do ex-presidente Sérgio Gabrielli, além de ser pessoa íntima do ex-presidente Lula, que o costumava chamá-lo nos bons tempos de vaca gorda, de Paulinho.

O senhor Paulo Roberto gozava de tanto prestígio com as hostes petistas, que foi um dos quatrocentos convidados de honra da festa de casamento da filha da presidente da República Dilma no Rio Grande do Sul, à época ela trajava no deslumbrante evento, um vestido com a cor azul petróleo. Será uma ironia ou uma pequena coincidência do acaso? O pior de todo este episódio, é que a nossa presidente, não sabia de nada. Será que dá para acreditar?

Diante de tanto bombardeio, o mundo político, anda preocupado, pois virá agora o depoimento do doleiro Alberto Youssef, no Ministério Publico chefe do delator Paulo Roberto da Costa. Tal situação está provocando um reboliço danado em Brasília, que na quinta-feira passada o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, o Senador Vital do Rêgo, ex-presidente da CPI do Carlinhos Cachoeira, cujo resultado terminou numa imensa pizza, tendo em vista, que estavam envolvidos com o idôneo bicheiro, os governadores Sérgio Cabral do PMDB do Rio de Janeiro, Marconi Perillo do PSDB de Goiás e Aguinelo Queiroz do PT de Brasília, o que fez a vossa excelência, recorrer aos meios de comunicação em rede nacional, para afirmar de forma peremptória, que o Congresso Nacional, irá rever a lei sobre a delação premiada, haja vista que o ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, se recusou a falar na CPI, chapa branca, negando os componentes da comissão acesso ao seu bombástico depoimento, o que deixou os deputados e senadores frustrados.
 
Esquece o nobre senador Vital do Rego, que os parlamentares, não são policiais e muito menos juízes, além do mais, nesta conjuntura estão todos sob suspeita, o que de certa forma incomoda os nobres parlamentares de Brasília, que estão manietados em face desta sujeira toda jogada no ventilador, que a sociedade brasileira exige e torce para que ela não vá para debaixo do tapete como já é de costume no Brasil. Viva a democracia! Queremos transparência.

José Alves de Azevedo Neto

Economista

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Humanização das Cidades


Humanização das Cidades


No dia 22 de setembro, Dia Mundial Sem Carro, criado na França em 1997, a candidata à presidente da República Marina Silva, reúne-se com ciclistas e promete incentivar a indústria da bicicleta. A candidata afirmou no encontro, que o uso de bicicletas nas cidades tem o poder de humanizá-las. Enquanto isso outros governantes, vivem dando apoio às montadoras de veículos, através da renúncia fiscal do IPI, com a alegação pueril de que tais incentivos fiscais, aquecem a cadeia produtiva da indústria automobilística. O que não deixa de ser verdade, todavia, as cidades sejam as de porte médio ou grandes, não conseguem mais espaços em suas ruas, em decorrência das quantidades de milhares de automóveis. Parabéns Marina!  

sábado, 20 de setembro de 2014

DESIGUALDADE E RENDA


IBGE REVER OS NÚMEROS QUE AFIRMAVAM ANTES QUE A DESIGUALDADE DE RENDA HAVIA AUMENTADO NO BRASIL DE 0,496 PARA 0,498. COM A REVISÃO DOS NÚMEROS, ELA CAIU PARA 0,495. SEGUNDO O ÍNDICE DE GINI, DA ONU, QUANTO MAIS PRÓXIMO DE ZERO O ÍNDICE MELHOR A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA. SERÁ QUE HOUVE ALGUMA PRESSÃO POLITICA PARA TAL MUDANÇA? UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR. ENQUANTO ISSO SÃO PAULO É A SEXTA CIDADE DO MUNDO EM BILIONÁRIOS E NOVA IORQUE A QUINTA. VIVA O BRASIL!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Governador do Estado do Rio de Janeiro





Governador do Estado do Rio de Janeiro


O próximo governador do Estado do Rio de Janeiro, não terá vida fácil, a partir do dia primeiro de janeiro de 2015, no que diz respeito às finanças públicas estaduais. A atual gestão administrativa conseguiu promover um endividamento do estado, já mais visto na história contemporânea do Rio de Janeiro.

Para apresentar os dados concretos sobre tal descalabro fiscal, relevante destacar que a dívida consolidada do estado até julho de 2014, chegou a 74,4 bilhões de reais, segundo a Secretaria Estadual de Fazenda, o que equivale infelizmente a 158,8% da receita corrente líquida orçamentária. Enquanto a resolução n° 40/ 01 do Senado Federal, determina que o índice para tal endividamento deverá ser de 200% e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estabelece o limite prudencial, em 180%.

Outros pontos que chamam a atenção sobre as contas públicas do estado referem-se a sua capacidade de investimento em relação aos recursos próprios que encontra-se bastante comprometida, devido à elevação significativa do custeio com a máquina pública, conjugado ao veemente impacto decorrente da folha de pagamento para honrar reajustes, com os servidores públicos, como por exemplo, incorporações de gratificações e planos de cargos e salários concedidos, que tudo indica chegará a cerca de 1,5 bilhão de reais, neste ano.

Dentro deste ensejo, relevante salientar que a farra com os recursos públicos, não iniciou-se agora, ela vem desde o exercício fiscal de 2006, chegando acumuladamente na gestão vigente, a 25 bilhões de reais, autorizados pela briosa e honrada Assembleia Legislativa, serva fiel do governador, com a finalidade do executivo, contrair empréstimos.

As consequências por conta da gestão temerária dos governadores que ocuparam nos últimos anos a tão cobiçada, apesar das dívidas que encontrarão pela frente, cadeira do Palácio Guanabara, recairá obviamente sobre a sociedade fluminense, através da piora do já precário atendimento a população através das ofertas dos serviços da área de saúde, educação, transporte público e afins, podendo inclusive, ocorrer as insuportáveis majorações de impostos.  

Acrescenta-se também ao quadro de penúria fiscal do Estado do Rio de Janeiro, a situação dos servidores públicos que com certeza não terão os seus respectivos e justos aumentos de salários, corroídos na atual conjuntura pela inflação, como todos sabem, o que compromete por sua vez, o poder de compra dos trabalhadores, no momento em que se adquirem os bens e serviços, para a sua sobrevivência do dia a dia.

Vamos aguardar as consequências desta brincadeira desagradável com o recurso público e que elas não sejam tão dolorosa para todos nós. Viva a prosperidade do Estado do Rio de Janeiro!       

José Alves de Azevedo Neto


Economista

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Só em 2016


Só em 2016

   Segundo o Banco Central do Brasil, a insistente inflação de 6,5% deste ano, só retornará ao núcleo da meta inflacionária de 4,5% ao ano, somente a partir de 2016, quando talvez o remédio amargo da política macroeconômica, implementada pelo futuro governo federal, será ministrada com o intuito de operar o seu controle, e os seus efeitos talvez ocorram, como se especula, no exercício de 2016.


Enquanto isso não acontece, a população brasileira conviverá com o tigre da inflação ao recorrer aos mercados de bens e serviços para satisfazer as suas necessidades, de preferência, as básicas, tendo em vista que os bens supérfluos, não poderão fazer parte da cesta do consumo do brasileiro tão cedo, haja vista existir duas variáveis no cenário econômico que impedem o seu consumo. Uma diz respeito ao endividamento das famílias, por não estarem acostumada com tanto crédito, oferecidos há pouco tempo, pelos bancos em geral, e a outra reside na perda natural do poder aquisitivo decorrente do processo inflacionário inimigo mortal dos assalariados.
 

Diante deste atual momento confuso e de imensa incerteza, devido à conjuntura eleitoral, agrega-se o desânimo dos agentes econômicos, principalmente o setor produtivo que tendem a reduzir os seus projetos de investimentos ou até mesmo pararem de investir, esperando que seja eleito o presidente com a sua nova equipe econômica, para dá as diretrizes, que nortearão ou sinalizarão para os empresários, uma conjuntura econômica com maior segurança em relação ao ano de 2015. Vamos aguardar!

 

José Alves de Azevedo Neto

Economista

 

 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Adeus ao Guido!



Adeus ao Guido!

Dentro do contexto de carestia em que se encontra a economia brasileira, a candidata do partido dos trabalhadores, afirma se eleita, para o seu segundo mandato de presidente da República, que renovará toda a sua equipe ministerial, o que de certa forma não será novidade para ninguém, haja vista que outra correlação de força política surgirá da conjuntura eleitoral de 2014, na perspectiva de outro governo.


O que ensejou a ilustre candidata petista a manifestar-se sobre tal possibilidade, na capital cearense, em Fortaleza, foram às perguntas dos repórteres sobre o estado da economia que amarga neste momento, uma triste e melancólica recessão econômica, fato que deixou as hostes do partido da presidente bastante preocupado, com os efeitos que o resultado negativo do PIB (Produto Interno Bruto), terá sobre a sua campanha eleitoral.


O ministro mais cotado para deixar o governo, chama-se Guido Mantega, devido a sua desastrosa política econômica, implantada dentro de um modelo econômico com prioridade no consumo e não nos investimentos, relevantes para efetivamente oferecer ao país, o tão desejado e necessário crescimento econômico, com distribuição de renda socialmente justa, sem obviamente, o invisível imposto inflacionário que os assalariados pagam de forma imperceptível, sentindo apenas, que a sua renda a cada dia reduz o poder aquisitivo, quando se dirigem ao mercado de bens e serviços.


A queda do professor Mantega, não será um fato inusitado, uma vez que a sua fritura ocorre há algum tempo, inclusive o ex-presidente Lula, pediu as sua cabeça várias vezes, talvez prevendo o estrago que a política econômica populista do atual governo, estava produzindo efeitos negativos sobre a sociedade, sobretudo, na base eleitoral que vota no PT, os trabalhadores e a tão propalada nova classe média, que já não consome como em outrora.


O desejo do aludido ex-presidente, era colocar no começo do ano de 2014, como Ministro da Fazenda, Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, e no seu lugar, reconduzir o ex-presidente do Banco Central do seu governo, o deputado federal mais votado pelo Estado de Goiás, do PSDB, Henrique Meirelles,quando extrapolou na ocasião os cem mil votos. Foi obrigado a renunciar o seu mandato eletivo para assumir o comando da maior autoridade monetária do Brasil, o Banco Central, face ao convite do recém-eleito presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.


Para quem se esqueceu do Henrique Meirelles, não custa lembrar-se da sua brilhante trajetória profissional, no maior banco do mundo, o Banco de Boston, quando aposentou-se como presidente desta poderosa instituição.


Diante deste cenário, resta ao pacato povo brasileiro, aguardar se as nossas previsões se confirmarão, em um possível governo da presidente Dilma. Viva o Brasil!              

 

José Alves de Azevedo Neto

Economista

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PIB Negativo


PIB Negativo

Infelizmente o que os economistas de plantão alertavam há algum tempo, com base no modelo de crescimento econômico, eleito pela equipe do nobre Ministro da Fazenda, Guido Mantega, com a prioridade no consumo e não na elevação da capacidade de investimentos da economia, que possui o condão de gerar riquezas, rendas e tributos, ocorre agora, materializado através da recessão técnica divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia), na sexta-feira passada, como prova cabal, de que o modelo de expansão econômica atual esgotou-se.
 

Recessão técnica ocorre efetivamente, quando o PIB (Produto Interno Bruto) de determinado país, torna-se negativo por dois semestres consecutivos, como ocorreu com o PIB da nossa economia, com uma queda de 0,2% no primeiro e de 0,6% no segundo trimestre de 2014. No segundo trimestre os principais impactos vieram exatamente da redução dos investimentos (5,3%) e no setor industrial de (1,5%).
 

Oportuno salientar, a ultima vez que o país amargou uma queda do PIB, foi no último trimestre de 2008 e no primeiro trimestre de 2009, consequência da tão famosa e propalada “marolinha” que atingiu a economia pátria, expressão cunhada pelo ex-presidente Lula, à época para tentar de forma política, mitigar os efeitos negativos da crise no nosso sistema econômico.


O anúncio pelo IBGE, de tais dados econômicos, preocupa profundamente todos os brasileiros, tendo em vista que a economia não consegue reagir mais aos estímulos concedidos pelo governo federal através da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), aos grandes grupos econômicos, que compõe o setor automobilístico do país, que nunca antes na história deste país, se presenciou uma montadora de carros, fechar as suas contas no prejuízo.


 Acrescente-se, todavia, o pior de toda esta engenharia fiscal com a clara finalidade de favorecer as montadoras de automóveis, advém do bolso do contribuinte brasileiro, que não suporta pagar tanto imposto na atual conjuntura econômica, sem que as autoridades públicas tenham a corajem de propor ao Congresso Nacional uma reforma tributária de verdade. Além do mais, existem os efeitos colaterais das sucessivas renúncias fiscais por parte do governo federal, as cidades já não conseguem gerenciar o seu sistema de trânsito, devido ao excesso de veículos em circulação e a falta de política pública para o setor.


Dentro deste quadro de populismo econômico em que a consequência só poderia terminar na tragédia da recessão, com a possibilidade de se entrar num processo de estagflação, situação em que existe inflação, baixo crescimento e desemprego ao longo do ano de 2014, com reflexos danosos a população, que enfrentam novamente o fantasma da inflação com baixos crescimentos econômicos, ou melhor dizendo a recessão.


O Brasil contemporâneo poderia está de posse de uma agenda bem diversificada, com temas relevantes sendo discutidos para o bem estar da população, como por exemplo, a mobilidade urbana, a educação de qualidade e a ciência e tecnologia, lamentavelmente voltamos ao passado, combatendo o tigre inflacionário, que todos achávamos que se encontrava debelado, fato que não é verdade, portanto, assisti-se agora este deplorável quadro, de retrocesso econômico no Brasil. Embora as vozes da demagogia afirmem que se distribuiu renda no país, só que eles esquecem que com o imposto inflacionário, o trabalhador adquiri menos bens e serviços, e o agravante desta história toda patrocinada pelo partido do governo federal o PT, eles não possuíram a coragem suficiente de enfrentar e distribuir as riquezas dos milionários que ficaram mais milionários no atual governo federal com a bolsa BNDES. Vejam por exemplo o caso de alguns empresários e o dos Bancos, que semestralmente comemoram os seus astronômicos lucros, a custa da pobreza da sociedade brasileira, o que nos deixa a vontade para dizer, o Brasil continua descendo a ladeira... até quando? 

 

José Alves de Azevedo Neto

Economista